Pedido de comida por aplicativo oferece comodidade e alavanca vendas de restaurantes


O mercado mundial de entrega online de comida está superaquecido em todo o mundo

Nas grandes cidades é cada vez mais comum encontrar entregadores de comida pelas ruas. O mercado de delivery está em expansão no país e com ele as oportunidades para quem trabalha com tecnologia. É que, para matar a fome, o cliente quer resolver tudo de maneira fácil e rápida. Ele quer tudo na palma da mão. Mais opções, segurança e ainda é possível acompanhar o pedido. “Pela comodidade. A gente não enfrenta filas e tem uma opção maior de cardápio”, diz Stefano Seabra, cliente.

“Os consumidores vêm considerando alguns fatores, além de sabor e preço. As pessoas estão trabalhando muito, estão nas suas casas e não têm mais tempo para se deslocar, sair pra buscar a comida”, comenta Carolina Bajarunas, consultora. Quando um restaurante em São Paulo começou a fazer entrega a domicílio em 2008 ainda por telefone, apenas 10% dos pedidos eram delivery. Aí a tecnologia entrou no esquema e os pedidos foram crescendo e hoje, 30% do faturamento vêm dos pedidos feitos pelo aplicativo.

“Você consegue fazer hoje marketing supergeolocalizado. Então, esses restaurantes acabam aparecendo para usuários que muitas vezes estavam na vizinhança e nem tinham conhecimento da existência daquele estabelecimento”, comenta Roberto Gandolfo, diretor de delivery do app. O entregador recebe por pedido e precisa ser MEI para prestar o serviço. O Daniel é um dos 120 mil cadastrados. Ele faz 300 corridas por mês e fatura R$ 4.500. “O faturamento dobrou”, diz Daniel Mancenid, motoboy.

Lançado em 2011 com investimento de 3,1 milhões de reais, hoje o Ifood, por exemplo, recebe quase nove milhões de pedidos mensais. O aplicativo cobra mensalidade de 130 reais dos restaurantes e 12% por pedido, quando a entrega fica a cargo do próprio comércio. A taxa vai a 27% quando o entregador é do app. Esse é o modelo adotado pelo Gilbert Steiner. “Eu prefiro fazer o que eu sei, que é fazer a comida. E deixar quem sabe fazer essa logística de entrega para terceiros”, conta.

Fonte: G1

 

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