Produção e beneficiamento de insetos comestíveis


Besouros e larvas podem não parecer muito agradáveis ao nosso paladar, mas são excelentes fontes de vitaminas, proteínas e sais minerais.

Estima-se que a composição dos insetos seja de 50 a 60% de proteína, ou seja, pra cada quilo de inseto produzido, 500 a 600 gramas são de proteína. Essa relação é menor na carne bovina: em 1 kg de carne, apenas 230 gramas são de proteína, ou seja 23%.

Os insetos comestíveis são criados de forma higiênica em bandejas, se alimentando de farelo de trigo e aveia. São mantidos em uma sala com ambiente controlado, longe da luz. Uma vez por semana é necessário inserir às bandejas uma fonte de umidade que são pequenas rodelas de batata doce.

O responsável por esse trabalho é o pesquisador da Epagri da Estação Experimental de Caçador, Juracy Lins. “Pode parecer estranho pra nós da cultura ocidental querer consumir insetos, mas esse hábito já é uma prática bastante comum nos países orientais, como a China e o Vietnã”, explica Juracy.

O pesquisador conta que pretende fazer o processamento dos insetos e produzir uma farinha rica em nutrientes. Essa farinha pode ser introduzida em diversos alimentos como pães, biscoitos e macarrões. Como esse inseto, neste modo de produção, não possui um sabor muito marcante, o sabor original da receita não será alterado.

Existem várias vantagens na produção de insetos comestíveis em relação à produção convencional de proteína animal. Para saber mais, confira essa reportagem completa em vídeo no canal da Epagri no Youtube.

 

Fonte: Epagri

 

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